
Os Acadêmicos
Os Letrados é um longo romance satírico do escritor da dinastia Qing, Wu Jingzi, ocupa lugar de destaque na literatura satírica da China antiga. Composto por cinquenta e cinco capítulos em formato de capítulos e seções, a obra, por meio de uma série de histórias relativamente independentes, retrata as várias degradações dos literatos sob o sistema de exames imperiais e a fibra de poucos confucionistas genuínos, expondo profundamente os danos espirituais que o sistema de seleção baseado em ensaios de oito pernas infligiu aos intelectuais.
Wu Jingzi, oriundo de uma família de tradição acadêmica e exames, experimentou pessoalmente o declínio de sua casa, tendo uma compreensão visceral da hipocrisia dos exames e da sociedade. Passagens célebres, como a ascensão de Fan Jin ao cargo, o moribundo Yan Jiansheng apontando para as duas mechas de óleo de lamparina, Zhou Jin batendo na placa do exame e Du Shaoqing distribuindo generosamente sua riqueza, retratam personagens exagerados, porém verossímeis, com uma sátira mordaz que não cai na difamação. Lu Xun elogiou a obra por 'manter um coração imparcial e apontar os males do tempo'.
Em termos de estrutura, Os Letrados rompe com o modelo tradicional dos romances de capítulos e seções, que seguem um único protagonista, adotando uma estrutura 'em rede de contas', apresentando a fisionomia de uma época por meio de um mosaico de literatos. Sua linguagem é concisa, fazendo uso habilidoso da descrição simples e do contraste, exercendo uma influência profunda na literatura satírica posterior, e permanece uma obra de referência do romance satírico chinês.
Como uma obra-prima romanesca que critica os exames imperiais e a atmosfera literária, Os Letrados registra literariamente a crise espiritual de uma época. Ao ler este livro, pode-se perceber, entre risos e zombarias, a profunda expectativa do autor pela integridade genuína dos confucionistas e pela personalidade independente, compreendendo a importante realização da tradição crítica realista do romance clássico chinês.
