Melhor leitura no celular App Clássico da Poesia: busca, marcadores, TTS e leitura offline
Tema
Tamanho do texto 18
Ares dos Estados

Penas de Abetarda

Capítulo 121

Asas da Abetarda

Prefácio: Asas da Abetarda é um poema que satiriza a situação política da época. Após o Duque Zhao de Lu, o reino caiu em grande desordem por cinco gerações. Os filhos de famílias nobres eram forçados a acompanhar as expedições militares, sem poder cuidar de seus pais, e por isso compuseram este poema.

As asas da abetarda farfalham ruidosamente, pousando sobre os densos carvalhos.

As tarefas do soberano não têm fim, não posso plantar milho e sorgo; com que meus pais poderão se sustentar?

Ó céu altíssimo lá em cima, quando haverá um lugar onde eu possa me estabelecer?

As asas da abetarda farfalham ruidosamente, pousando sobre os densos jujubeiros.

As tarefas do soberano não têm fim, não posso plantar sorgo e milho; com que meus pais poderão se alimentar?

Ó céu altíssimo lá em cima, quando isso terá um fim?

As fileiras das abetardas farfalham ruidosamente, pousando sobre as densas amoreiras.

As tarefas do soberano não têm fim, não posso plantar arroz e painço; que meus pais poderão provar?

Ó céu altíssimo lá em cima, quando as coisas voltarão ao normal?

Asas da Abetarda tem três estrofes, cada estrofe com sete versos.