O Barrete Pontiagudo
Qǐbiàn (O Chapéu Alto)
Prefácio: Qǐbiàn é um poema de sátira dos nobres contra o Rei You de Zhou. O rei You era tirânico e perverso, sem afeição pelos parentes, incapaz de realizar banquetes para os membros do seu próprio clã, incapaz de aproximar e harmonizar as nove gerações de parentes. Sozinho e em perigo, prestes a perecer, por isso compuseram este poema.
Usando aquele chapéu alto e erguido, para que será afinal? Teu vinho já é doce, tuas iguarias já são boas. Por acaso vêm pessoas de fora? São todos irmãos do mesmo clã, não há outros.
A cuscuta e o musgo, enlaçam-se nos pinheiros e ciprestes. Antes de ver o senhor, o coração estava inquieto e aflito; depois de ver o senhor, talvez se possa alegrar e regozijar.
Usando aquele chapéu alto e erguido, para que esperança será? Teu vinho já é doce, tuas iguarias já são sazonais. Por acaso vêm pessoas de fora? São todos irmãos do mesmo clã, todos vieram.
A cuscuta e o musgo, enlaçam-se sobre os pinheiros. Antes de ver o senhor, o coração estava profundamente aflito; depois de ver o senhor, talvez se possa obter algum benefício.
Usando aquele chapéu alto e erguido, de fato se assenta sobre a cabeça. Teu vinho já é doce, tuas iguarias já são abundantes. Por acaso vêm pessoas de fora? São todos irmãos do mesmo clã, sobrinhos e tios maternos.
Como antes da neve cair, primeiro se acumulam os granizos. A morte e o luto não têm data fixa, não se sabe quantas vezes ainda se poderão ver. Esta noite, bebamos e alegremo-nos ao máximo; que o senhor apenas prepare o banquete e se regozije.
Qǐbiàn, três estrofes, cada estrofe com doze versos.
